O Governo dos ambulantes na cidade do Rio de Janeiro e suas circulações

Descrição:
A proposta é dar continuidades a uma série de reflexões sobre os processos de permanente construção das formas de regulação dos mercados populares, chamados de ilegais, informais ou ilícitos. De forma mais específica, a pesquisa procura descrever os processos que garantem a produção, circulação e apropriação da riqueza circulante associada aos circuitos da venda na rua, feito pelos chamados camelôs. A pergunta, prospecção conjuntural de um momento em que os mercados populares se ampliam cada vez mais e, portanto, passam a ser vistos como elemento central do uso comercial do espaço do centro da cidade do Rio de Janeiro, ou seja, no momento em que eles são disputados de forma intensa, seria: como esses mercados são governados? Quais são as linhas de força dos coletivos (estatais ou não estatais) que disputam e negociam a sua participação nesses mercados? De que maneira, através de quais mediadores sócio-técnicos, a condução desses mercados vem sendo realizada? Ou seja, quais são as formas de regulação da riqueza do comércio popular que atravessa o espaço urbano do Rio de Janeiro?

Financiador:
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro-FAPERJ